Reconhecimento facial: saiba como funciona o sistema que ajudou a prender 500 pessoas em 60 dias no Rio de Janeiro
- EnergyChannel Brasil
- 26 de mar.
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Solução desenvolvida pela L8 Group integra câmeras de alta resolução a sistema de softwares de reconhecimento facial de alta assertividade

Nos dois primeiros meses do ano, o sistema de reconhecimento facial implementado no Rio de Janeiro auxiliou a efetuar 500 prisões, segundo dados divulgados pela Polícia Militar em fevereiro. Isso foi possível por meio de uma tecnologia que integra câmeras de alta resolução, que permitem capturar rostos até mesmo em condições de extrema dificuldade, a um sistema de softwares com grande assertividade.
“O grande diferencial é que se trata de um software de alta assertividade interligado a câmeras de alta resolução. Essa combinação é capaz de identificar faces em meio a uma multidão, pessoas com óculos e boné, e até mesmo rostos com angulação severa”, explica Rafael Grande, diretor executivo da L8 Group, empresa responsável pelo fornecimento dos softwares e câmeras.
Como funciona o reconhecimento facial
Além de ser utilizado para localizar procurados pela justiça, o sistema de reconhecimento facial pode ser utilizado para outros fins, como identificar placas de veículos e encontrar crianças desaparecidas.
Na prática, o sistema instalado na cidade do Rio de Janeiro conta com softwares de reconhecimento facial e segurança digital interligados a dois tipos de câmeras: as que identificam veículos e as que localizam pessoas. Grande ressalta que a principal diferença desse sistema em relação a outros já utilizados no país é a alta assertividade, mesmo em situações extremas, como pouca luz e rostos de lado, por exemplo. “As câmeras de alta resolução permitem a identificação de pessoas em multidões e com oclusão parcial do rosto, e são equipadas com algum tipo de conectividade, que pode ser via satélite, Wi-Fi, 5G, 4G ou rádio”, explica.
Para garantir uma conexão segura para a transmissão de dados entre os sistemas, a interligação entre as câmeras e os softwares são feitos por meio de um sistema criptografado, impedindo que sejam interceptados ou acessados sem autorização. As imagens são enviadas para os softwares de reconhecimento facial, que criam a identificação dos rostos e os comparam a bancos de dados pré-programados, como de procurados pela justiça ou de pessoas desaparecidas. “Caso identifique algum rosto na lista, em milissegundos o software gera um alarme para o centro de comando da PM do Rio”, explica Grande.
Com esse sistema, a Polícia Militar do Rio é capaz de monitorar a movimentação em pontos turísticos da cidade, rodovias e estações de transporte coletivo. A tecnologia opera integrada a mais de 260 mil dispositivos, incluindo câmeras e alarmes instalados em locais estratégicos. Também integram o sistema 13 mil câmeras corporais portáteis utilizadas por policiais militares.
Confira como funciona, passo a passo, o sistema de reconhecimento facial:
1 - Detecção
O rosto é detectado e identificado pela câmera, de frente ou com alguma angulação.
2 - Análise
A imagem do rosto é capturada e o software faz a sua correspondência de imagens em 2D e a leitura da geometria. Os fatores mais relevantes são a distância entre os olhos, profundidade das órbitas oculares, intervalo entre testa e queixo, formato da maçã do rosto, contorno dos lábios, orelhas e queixo.
3 - Conversão em dados
As imagens são transformadas em dados com base nas características do rosto. A análise do rosto é transformada em uma impressão facial, única para cada pessoa.
4 - Correspondência
A impressão facial é comparada a bancos de dados previamente selecionados, como de procurados pela justiça ou de pessoas desaparecidas.
O reconhecimento facial tem se mostrado uma ferramenta poderosa para a segurança pública, contribuindo para o combate ao crime e para a proteção da população. “O Governo do Estado tem investido muito em tecnologia para empregá-la na área de segurança. Hoje, não há um local de grande concentração de público que não esteja sendo monitorado”, afirma o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira.
Sobre a L8
Fundado em 2014, o Grupo L8 é formado pela L8 Security, especializada em soluções para segurança da informação; pela L8 Energy, que atua na industrialização e distribuição de sistemas fotovoltaicos; e pela L8 GROUP, holding operacional do grupo que atua com foco em Tecnologia da Informação e Segurança Eletrônica. Com a missão de facilitar e otimizar a utilização de tecnologias diferenciadas, oferecendo soluções com valor agregado aos clientes, o grupo preza por inovação e materiais de qualidade, tornando-se referência no mercado brasileiro. www.l8group.net
Reconhecimento facial: saiba como funciona o sistema que ajudou a prender 500 pessoas em 60 dias no Rio de Janeiro
Sistema muito interessante, realmente vai ajudar muito